Meu Pé Esquerdo
Sobre o filme - James Beltrão
Exemplo de Superação
Histórias como a de Christy Brown (brilhante atuação de Daniel Day-Lewis, que lhe valeu o Oscar de melhor ator) traduzem a essência daquilo que chamamos de superação. Casos como esse, relatado para o mundo inteiro a partir da versão cinematográfica dirigida por Jim Sheridan, em que pessoas que apresentam qualquer tipo de deficiência física ou mental conseguem superar as maiores adversidades e realizam o que se pensava impossível para elas merece reconhecimento e atenção por parte de todos.
Não há como deixar de aprender com histórias como a de Brown, que as condições de adversidade representadas por uma paralisia cerebral ou pelo atrofiamento de um dos membros são impedimentos apenas em nossa própria cabeça e que, esforço, dedicação e solidariedade são elementos que podem promover autênticos milagres.
O preconceito e o desrespeito também são parte integrante da realidade dessas pessoas. A desconfiança em relação a seus potenciais e mesmo a ponderação maldosa de muitas pessoas que os vêem como fardos a serem carregados pelas próprias famílias são outros desafios enfrentados pelos portadores de deficiências. São também provas de que o caminho é muito mais longo e árduo do que se poderia pensar a princípio, mas que não é intransponível...
Histórias verídicas têm o poder de comover intensamente as platéias, especialmente àquelas em que os protagonistas duelam com as maiores adversidades e, a despeito de derrotas sofridas ao longo do caminho, não desistem jamais até obter as tão almejadas vitórias ao final de sua jornada.
Comovente e importante para conscientizar as novas gerações, “Meu Pé Esquerdo” suscita reflexões e permite a professores e alunos compreender melhor a dificuldade das pessoas que tem deficiências, assim como serve de referência para estimular o auxílio e integração dos deficientes ao pleno convívio social.
“Quanto mais dura a batalha mais gostoso é o sabor da vitória”. A luta de Christy Brown pela vida e contra o preconceito denota esse conceito em toda sua amplitude, revelando – o quanto importante é motivar e tratar o semelhante de forma igualitária, sem distinção.
Sugestão aos companheiros professores
1- Estimule os alunos a conversar a respeito de casos conhecidos de deficiências físicas ou mentais em suas próprias famílias ou ainda relativos a amigos, vizinhos ou mesmo colegas de escola. Peça a eles que pensem a respeito de suas reações em circunstâncias em que tem que lidar com deficientes. Esclareça que dó ou piedade não são respostas adequadas e aceitas com satisfação por essas pessoas, o que elas mais querem é respeito e consideração. Peça a eles que se imaginem na situação do outro e que pensem a respeito de como se sentiriam se fossem tratados com comiseração...
2- Estimule visitas a instituições que realizam trabalhos de apoio e assistência a deficientes. Proponha aos estudantes que eles façam trabalhos voluntários de apoio nessas instituições. Fomente solidariedade entre os alunos e dê-lhes todo o suporte para que seja criada a ponte entre a escola e essas instituições. Dê a idéia de que a visita tem que ser retribuída e que eles (alunos) devem ser os anfitriões para seus novos amigos. Criem conjuntamente uma programação para que esse retorno seja verdadeiramente marcante e inesquecível!
3- Verifique a possibilidade de agendar uma palestra a ser proferida por uma pessoa que tenha deficiências e que, como Christy Brown no filme, tenha superado diversas dificuldades e encontrado o caminho para as vitórias que pretendia em sua vida.
4- Estimule pesquisas junto a instituições, terapeutas, psicólogos, psiquiatras ou mesmo através da busca de bibliografia especializada ou sites de apoio para que os estudantes saibam mais a respeito do assunto e possam criar formas mais efetivas de auxiliar a integração e a conquista de respeito pelos deficientes.
5- Peça aos alunos que verifiquem leis em todos os âmbitos (federal, estadual e municipal) que servem de auxílio a portadores de deficiências e promova a divulgação dessas informações e a cobrança junto às autoridades competentes quanto a efetivação das necessárias mudanças favoráveis aos deficientes.